Escrivaninha
– Porto
Por um tempo, perdi o meu porto, por mais que tentar-se, não conseguia encontrá-lo. Naveguei
nos mais remotos mares a sua procura, em busca de um descanso em terra firme.
Eu só tinha uma certeza, o mapa do porto estava em meu navio. Por dias ordenei
aos meus tripulantes que procurassem o tal mapa que insistia manter-se
escondido.
Chegou um
tempo em que os tripulantes cansaram, o navio não era grande, era um bom navio,
mas sem os cuidados necessários estava em um desgaste externo notável. Por mais
que a quantidade de ouro sucumbisse nos porões , não valiam nada em torno da
imensidão d’água em nossa volta. A fome, a fraqueza chegava ao convéns, o mar
estava contra nós, os peixes sumiram, as gaivotas evaporaram em pleno ar, a
desesperança chegava maltratando a tripulação. Mantinha-me forte, ocultava a
fome, enchia o estômago de meus tripulantes com a esperança.
O sol estava mais forte do que nunca, o que
restava eram barris e mais barris de Rum. No ultimo barril estava lá o mapa,
ensopado , com a embriaguez torceram o mapa para extrair a ultima gota para
finalizar nossos últimos segundos de inlucidez. Não lembrei do resto, o meu
despertador tocou, um copo de suco de uva derramado sobre a escrivaninha
ensopando meu rosto e no fim eu disse :
- Foi tudo um sonho!
M.A.Abreu

Gostei :)
ResponderExcluirObrigado Gabriela xDD
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